E aí meu, vai um MESTIÇO? (Sao Paulo's Restaurant)

Em uma conversa de telefone com um amigo que estava com problemas e por causa deles se encontrava super ansioso, combinamos uma bate-papo no Mestiço. Ao final de alguns outros telefonemas, em plena terça-feira, estavamos o Públicitário, o Executivo da Telefonia, a futura Liberta-do-mundo-corporativo e eu esvaziando a cachola.
O Mestiço é um restaurante fantástico em vários aspectos, primeiro de tudo, a comida é excelente, o astral cosmo-contempo-lita transparece a sensação de movimento constante da cidade, o atendimento realizado pela equipe é uns dos melhores de Sampa, o Kratong-tong (entrada) é viciante, e as pessoas, interessantíssima!! É uma boa pedida para domingão, quando o lugar se enche de pessoas (É misto e tem de tudo!!) que sairam das salas de cinema ou do teatro, ou seja, cultura no ar.
Mas vale chegar cedo ou se preparar para a fila de espera. E é nesta hora que a convidativa área de espera se torna uma boa pedida "calçadão, caipirosca, cigarro, Kratong-tong e uma boa conversa.
A tempos reflito sobre o perfil PAULISTANO. Pelas minhas andanças constatei que nós somos vistos pelas pessoas de outras regiões do Brasil como um "Povo chato e metido" (Além de todos acharem que somos ricos e importantes). O que acontece é que somos mau acostumados, mimados, pensem: o atendimento dos lugares tem de ser bom, pois como o paulistano é desconfiado, qualquer deslize pode ser fatal. A limpeza do lugar é um ponto fundamental. Como estamos sempre correndo, 5 minutos é muito tempo. E o serviço de manobrista, que maravilha, depois de 2 horas no trânsito o que mais queremos é largar o carro em qualquer lugar, sair dele, esticar as pernas, sentar em uma mesa, só ou acompanhado, e tomar um geladíssimo copo de chopp. Imaginem se tivéssemos de ficar mais outras tantas horas procurando uma vaga, esperando o copo de chopp ou o garçom.
Temos até uma regra entre nós, não esperamos mais de 10 minutos pela conta. É uma lei. Esta é a primeiro coisa que aviso ao garçom que nos servirá "Não esperaremos mais de 10 minutos por nada". No Empanadas (oooh lugar barulhento), aos 10 minutos cravados, levantamos e fomos embora. Ficamos ainda um tempinho nos despedindo dos amigos na porta do bar e seguimos pela rua. Soube depois que o garçom foi buscar o dinheiro da conta com uma das pessoas que estava conosco (Putz, esqueci de acertar com ele). Isso não é coisa de gente mimada?? É.
Já foram no Bracarense no Rio? Está certo que, quando estamos em um lugar que não o nosso temos que nos habituar (In Rome do what the romans do). Mas é tããããão difícil. Odeio barata e tinham baratas cominhando pela calçada e outra no banheiro, milhões dela por todos os lados, enormes e cascudas (tenho fobia a barata, portanto o exagero aqui mencionado faz parte da loucura de minha cabeça). Mas, barata vai e barata vem, o chopp estava quente. Não se faz isso com um paulista, nunca!!! (umf)
Ah, sou carioca de sangue, mas, paulista de alma.
Intémais
Mestiço - Fernando Albuquerque, 277 - Bela Vista - São Paulo - SP http://www.mestico.com.br/
Bar Bracarense - R. José Linhares, 85 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ


